Pesquisa mostra que o Brasil chegou a 212,7 milhões de habitantes, com aumento de pessoas morando sozinhas e predominância feminina
Em abril de 2026, o IBGE divulgou a pesquisa Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) com dados referentes a 2025, revelando não apenas o aumento da população brasileira, mas também mudanças significativas no comportamento da população, como o tipo de moradia e a distribuição entre homens e mulheres no país.
Brasil tem crescimento tímido
Em 2025, o Brasil registrou 212,7 milhões de habitantes, crescimento de 8% nos últimos 12 anos. No entanto, em comparação com 2024, o avanço é tímido, com alta de apenas 0,39%. Com esse número, o país ocupa o 7º lugar entre os mais populosos do mundo.
A maior parte da população está no Sudeste, com 41,8%, o equivalente a 88,8 milhões de habitantes.
Em seguida, aparecem o Nordeste, com 57,1 milhões (26,8%); o Sul, com 31,3 milhões (14,7%); o Norte, com 18,4 milhões (8,7%); e o Centro-Oeste, com 17,1 milhões (8,0%).
Vale destacar que o comparativo apresentado pela pesquisa considera a evolução desde 2012. Veja a tabela a seguir do portal R7, com os dados de cada estado:

Perfil etário dos domicílios unipessoais
Outro ponto relevante é que a Pnad Contínua mostrou que cada vez mais brasileiros estão optando por morar sozinhos.
Entre 2012 e 2025, houve aumento de 7,5 pontos percentuais nesse tipo de arranjo.
As habitações unipessoais (ocupadas por apenas uma pessoa) correspondem a 19,7% dos arranjos domiciliares;
Já os domicílios nucleares (compostos por casal com ou sem filhos, ou monoparentais) representam 65,6% dos lares brasileiros.
Entretanto, em relação à faixa etária, o relatório apontou ainda que:
A população adulta entre 30 e 59 anos aparece como maioria nos domicílios unipessoais e representa 46,8% do total.
Os idosos (60+) aparecem em seguida, com 41,2%,
Já a parcela mais jovem, de 15 a 29 anos, corresponde a 12%;
Mulheres são maioria no Brasil
Além das mudanças nos lares, a Pnad também reforça uma característica demográfica importante: há mais mulheres do que homens no Brasil. Segundo os dados mais recentes, as mulheres representam 51,2% da população, enquanto os homens correspondem a 48,8%.
Isso significa que existem cerca de 95 homens para cada 100 mulheres no país, o que representa aproximadamente 6 milhões de mulheres a mais. essa predominância feminina aparece em todas as grandes regiões, com maior destaque para o Nordeste e o Sudeste.
Os únicos estados que fogem a esse padrão são:
Tocantins, onde são 105,5 homens para 100 mulheres;
Mato Grosso, com 101,1;
Santa Catarina, onde são 100,2 homens para 100 mulheres.
Especialistas apontam que esse fenômeno é impulsionado por dois fatores principais: a mortalidade masculina precoce e a maior longevidade feminina.